Prova surpresa
2008.11.30 20:14 by Leo Antunes - 0 CommentTem gente que é burra e não tem jeito.
Mesmo longe da terrinha ainda tem certas coisas que me perseguem, como por exemplo o Paulo Coelho. O status dele como “autor brasileiro mais vendido internacionalmente” complica um pouco minha fuga.
Tomando café com alguns colegas depois de uma prova (que diga-se de passagem poderia ter ido melhor) e lendo um catálogo de livraria me deparo não só com um livro do maldito supracitado, na lista de recomendação pra temporada de natal, como também com três (mais do que dois, menos que quatro, cinco está fora) colegas que gostam da figura. E acham ele um bom autor!
Bem, não me levem a mal. Eu tenho hábitos de leitura que me impedem de subir no palanque e dar lição de literatura. Certamente gostei de alguns livros que estão muito abaixo do que seria considerado pela banca do prêmio Nobel como papel higiênico encadernado, mas tenho a capacidade de no mínimo assumir que meu gosto não define qualidade técnica. Sei que tenho uma queda por alguns estilos e temas, e que apelando pra essas preferências mesmo um autor medíocre conseguiria me fazer gostar de um livro.
Claro, o conceito de “bom autor” é relativo à colocação do autor em questão, em relação aos demais autores comparados, e está longe de ser um conceito objetivo, mas não consigo evitar de regular por cima (ou no caso do Paulo Coelho, poderia até regular pelo meio) e usar o termo em relação – no mínimo – aos clássicos mais difundidos da literatura ocidental, já que seria demais pedir uma comparação só com autores brasileiros e/ou portugueses, geralmente desconhecidos fora de países de língua portuguesa.
Também não consigo evitar de considerar a técnica de um autor como algo mensurável – se não quantitativamente, ao menos qualitativamente – e de achar que partindo de uma tabula rasa qualquer pessoa concluiria a superioridade de um determinado texto sobre outro.
Enfim, independente da argumentação e das menções de plágio, das comparações de estilo e conteúdo, os fãs continuam com sua opinião.
Perguntas:
- Quem é o burro dessa história toda? Justifique sua resposta. (valendo 10 pontos)
- Qual é o seu nome? Qual é a sua missão? Qual é a sua cor favorita? (valendo a vida)
Resposta: eu, por me deixar levar pelo absurdo da situação e esquecer o quão estúpido é argumentar preferências pessoais – muito mais estúpido argumentar com quem gosta de Paulo Coelho.
Mais um post trazido a vocês por: Sociedade em prol dos intolerantes carentes – doe o quanto quiser, eles vão te achar idiota mesmo assim