As coincidências de pessoas-que-conhecem-pessoas sempre me impressionaram:
Os pais de uma ex-namorada (dá pra chamar alguns meses naquela idade de namoro?) eram amigos dos meus pais vinte anos antes de nós nos conhecermos. Só descobrimos depois de algum tempo de “namoro”.
O pai de uma outra ex-namorada (essa era mesmo) já tinha trabalhado com o meu pai. Também só descobrimos um bom tempo depois.
Meu primeiro chefe já tinha trabalhado com a minha mãe. Idem.
A “tia” (é uma história complicada) de um amigo de infância era uma amiga de infância da minha mãe, que minha mãe não via há muitos anos. Só descobrimos quando os dois foram convidados pra um aniversário, ele por mim, ela pela minha mãe, mais ou menos 12 anos depois de eu ter conhecido esse amigo na escola.
Até aí, essas coincidências podem ser explicadas pela relativa proximidade geográfica e um certo inbreeding cultural da classe média Paulistana pós-hippie (eca).
Mas aí acontecem as conexões realmente bizarras, por exemplo uma amiga (por acaso mais meiga que um carcaju no cio e praticamente ignorante do conceito de sarcasmo) que conheceu aleatoriamente um amigo do meu tio. Considerando a diferença de idade (atualmente 1:2), a distância geográfica (cidade diferentes) e a quase completa falta de atividades comuns (tirando a internet), eu considero isso uma conexão bem bizarra. Adicionando à história a forma como eu e ela nos conhecemos, que também não é nada cliché, o circulo completo vira uma total aberração estatística.
6 degrees from of Kevin Bacon é jogo-da-velha perto disso.
PS.: caralho, existe a palavra “abstruso” em inglês! Que genial! Agora posso usar minha palavra favorita em inglês também! Wheeeee!