Posts Tagged ‘rant’

Survival of the average

2008.10.15 00:25 by Leo Antunes - 0 Comment

After reading these news of a halting human evolution and John Hawks’ deconstruction of it (shamelessly found in the feed of a good friend whose intellect I admire) I remembered some old and not directly related thoughts on the effects of culture on evolution.

I wondered for some time what sort of effect our relatively recent tolerance toward disabled people could have in the mechanics of evolution. I don’t mean to make neither a moral nor a qualitative judgment and anyway the impact is probably statistically very small, but I’m left with the impression that our subversion of the normal (as in “naturally occurring up until a few tens of thousands of years ago”) natural selection scheme could have some interesting long term effects. Not so much in terms of a dystopian future where everyone is blind, deaf and has just one arm (no offense, just some randomly selected traits that would probably make life harder in the Savannas), but instead in terms of the opportunity this might create for the survival and further development of mutations through paths that would otherwise be blocked by the ruthlessness of nature.

I don’t think this reasoning has any influence on the claim about slowing human evolution and in fact I’d dare say it’s a totally orthogonal phenomenon to the quantitative amount of mutations per generation, but it got me thinking again and I feel it could be an interesting research. Beats some Ig Nobel contenders…

Also, I consider this line of thought particularly interesting, since I’m completely aware I wouldn’t last 5 minutes in a place where I was left to fend for myself or where my inability to hunt, fish or otherwise lure the ladies would render me completely useless and disposable, and therefore would mean the certain demise of my genetic line. Lucky world that would be.

… mas mesmo assim eu gosto do Alexander G. Bell

2008.09.06 00:19 by Leo Antunes - 0 Comment

Acho que um dos problemas no momento é que nem eu nem a maioria do meu círculo de amigos é muito fã de ficar conversando por telefone (ou similares, Skype, etc).
Eu, pelo menos, tenho uma preferência clara pelo papo de mesa de bar ou outras situações igualmente cara-a-cara. Fora desse contexto não dá a menor vontade de ficar discutindo minúcias do dia-a-dia, muito menos compartilhar piadas.

Acho que eu poderia dizer que é tudo uma questão de hábito.

PS.: Outros motivos pra gostar do “G. Bell” são: o nome dele soa engraçado e ele era escocês.

Sobre prédios

2008.07.15 03:22 by Leo Antunes - 2 Comments

Como bom paulistano (“bom” proverbial, obviamente não literal), eu estou muito acostumado com prédios.

É o tipo de coisa que você não sente falta, propriamente dita, mas em alguns momentos a visão de todo aquele céu sem a restrição imposta pelos imensos blocos de concreto parece estranha.

Não é minha intenção fazer uma análise qualitativa da coisa. Acredito que seja totalmente plausível estar mais acostumado com algo conscientemente inferior e sentir uma sugestão de saudade, que só não se torna saudade por pura persistência da razão, nos explicando os milhares de motivos práticos através dos quais a superioridade do atual deveria ser considerada.

É dessa forma que eu racionalmente aprecio os céus abertos, mas sem conseguir ignorar completamente os murmúrios atávicos da minha paixão pelo urbanismo desenfreado.

Este obviamente não é o único ponto onde nossas cabecinhas nos pregam peças, mas achei uma boa metáfora pra um outro problema parecido.

PS.: eu queria ter uma câmera legal pra tirar essas fotos, mas acho que mesmo se tivesse não estaria com ela na hora que as boas fotos aparecessem.

Já mencionei que eu odeio ter que escrever títulos pros meus posts?

2008.07.14 06:06 by Leo Antunes - 0 Comment

Agora, há mais ou menos 10.000 km daqui, quase todas as pessoas que me importam e que de certa forma representam a imagem de vida que eu tinha até pouco tempo atrás estão provavelmente indo dormir. Madrugadas de domingo pra segunda tem esse efeito. Enquanto isso eu estou fazendo as coisas que eu sei fazer melhor: procrastinando e trocando o dia pela noite.

O que eu posso fazer? Eu gosto das noites.
Isso não significa que eu não goste dos dias, mas se eu tenho que escolher – e o maldito ciclo circadiano me obriga a escolher – eu fico com a noite.

Essa procrastinada em particular não foi totalmente perdida, porém. Tive o prazer de ver um filme recomendável: In Bruges. Tem o tipo de humor compatível com o meu e atuações sensacionais.
Só sinto falta dos meus costumeiros companheiros de cinema nessas horas pra poder comentar o filme, mas enfim…

Um brinde à produtividade. Que amanhã ela volte! (ou venha… dependendo do ponto de vista…)

PS.: eu ia linkar o termo “ciclo circadiano” pra Wikipedia, mas aí eu pensei: “caralho, isso ia ser muito pedante!”. Não sei até onde fazer esse tipo de coisa soa como “mortais que lêem minhas sagradas e cultas palavras, se eduquem!”, manja? Talvez seja mais uma na minha grande lista de paranóias.

…à primeira vista.

2008.07.10 21:02 by Leo Antunes - 0 Comment

Quando a primeira coisa que você repara num membro do sexo oposto interessante é o dedo anelar, pode ser um sinal de uma mudança importante na sua vida.

OK, eu admito que isso é um sofisma: se a pessoa é interessante quer dizer que você já deu no mínimo uma conferida geral, antes de bater o olho no dedinho, mas mesmo assim o princípio da coisa ainda que conta.

Isso poderia talvez indicar uma certa maturidade (no conceito mais difundido da palavra) e que a época de sossegar o faixo talvez tenha finalmente chegado, mas aí você lembra que quando você leu a frase “membro do sexo oposto” você pensou “hmmm… buceta” (ou “hmmm… rôla”) e percebe que talvez “maturidade” não seja a melhor palavra pra te descrever nesse momento da sua vidinha supimpa.

De qualquer forma, ainda acho um sinal interessante. No mínimo de desespero.

DETRAN vs. APAE

2008.07.09 21:07 by Leo Antunes - 1 Comment

Eu tô aqui enrolando pra tirar minha carta de motorista porque o processo exige que eu faça tanto a prova teórica quanto prática, mesmo sendo um processo especial de tradução pra quem já tem carta em outros países (o processo normal exige que você faça a tonelada de aulas, que além de chatas são caras).
OK, até aí você poderia perguntar: “porra, mas tá com preguiça de fazer provinha teórica de carta de motorista!? tu é um bundão!”
Ao passo que eu responderia: sim, bundão eu sou e ninguém tem dúvida disso, mas a porra da prova teórica aqui tem até material de estudo específico e sabe qual é esse material? Atenção… 182 páginas de perguntas!

Enquanto na sambolândia o neguinho só tem que provar que sabe mais ou menos o que significa 50 km/h, na batatolândia branquelo tem que escrever uma tese de doutorado.

Engraçado é que – se eu estou lendo as estatísticas corretamente – acontecem mais acidentes por carro aqui do que na sambolândia! (uma diferença de 0.002 acidentes por carro, mas enfim…)
Talvez a diferença seja que as estatísticas brasileiras consideram só “Acidentes com vítima” e aqui consideram qualquer tipo de “Acidente com dano pessoal ou físico”, ou talvez realmente esse teste de QI não adiante pra absolutamente nada na hora de garantir que o branquelo ou o neguinho não enfiem seus respectivos carros no muro, independente de ser um Gurgel ou um BMW.

PS.: nada como ser politicamente incorreto.

Mundo pequeno

2008.07.08 20:05 by Leo Antunes - 3 Comments

As coincidências de pessoas-que-conhecem-pessoas sempre me impressionaram:
Os pais de uma ex-namorada (dá pra chamar alguns meses naquela idade de namoro?) eram amigos dos meus pais vinte anos antes de nós nos conhecermos. Só descobrimos depois de algum tempo de “namoro”.
O pai de uma outra ex-namorada (essa era mesmo) já tinha trabalhado com o meu pai. Também só descobrimos um bom tempo depois.
Meu primeiro chefe já tinha trabalhado com a minha mãe. Idem.
A “tia” (é uma história complicada) de um amigo de infância era uma amiga de infância da minha mãe, que minha mãe não via há muitos anos. Só descobrimos quando os dois foram convidados pra um aniversário, ele por mim, ela pela minha mãe, mais ou menos 12 anos depois de eu ter conhecido esse amigo na escola.

Até aí, essas coincidências podem ser explicadas pela relativa proximidade geográfica e um certo inbreeding cultural da classe média Paulistana pós-hippie (eca).

Mas aí acontecem as conexões realmente bizarras, por exemplo uma amiga (por acaso mais meiga que um carcaju no cio e praticamente ignorante do conceito de sarcasmo) que conheceu aleatoriamente um amigo do meu tio. Considerando a diferença de idade (atualmente 1:2), a distância geográfica (cidade diferentes) e a quase completa falta de atividades comuns (tirando a internet), eu considero isso uma conexão bem bizarra. Adicionando à história a forma como eu e ela nos conhecemos, que também não é nada cliché, o circulo completo vira uma total aberração estatística.

6 degrees from of Kevin Bacon é jogo-da-velha perto disso.

PS.: caralho, existe a palavra “abstruso” em inglês! Que genial! Agora posso usar minha palavra favorita em inglês também! Wheeeee!